segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Um Pouco Sobre o mestre do Samba Rock Jorge Bem Jor

Jorge Duílio Lima Meneses (Rio de Janeiro, 22 de março de 1942), conhecido como Jorge Ben e atualmente Jorge Ben Jor é um guitarrista, cantor e compositor popular brasileiro. Seu estilo característico possui diversos elementos, entre eles: rock and roll, samba, samba rock (termo que gosta de usar),[4] bossa nova, jazz, maracatu, funk, ska e até mesmo hip hop, com letras que misturam humor e sátira, além de temas esotéricos.
A música de Jorge Ben tem uma importância singular para a música brasileira, por incorporar elementos novos no suingue e na maneira de tocar violão, com características do rock, soul e funk norte-americanos. Além disso, influência árabes e africanas, oriundas de sua mãe, nascida na Etiópia.[4]
Influenciou o sambalanço e foi regravado e homenageado por inúmeros expoentes das novas gerações da música brasileira, como Mundo Livre S/A ("Samba Esquema Noise") e Belô Velloso, em "Amante Amado".
Carioca de Madureira, mas criado no Rio Comprido, Jorge Ben queria ser jogador de futebol e chegou a integrar o time infanto-juvenil do Flamengo. Mas acabou seguindo o caminho da música, presente em sua vida desde criança. Ganhou seu primeiro pandeiro aos treze anos de idade e, dois anos depois, já cantava no coro de igreja. Também participava como tocador de pandeiro em blocos de carnaval. Aos dezoito, ganhou um violão de sua mãe e começou a se apresentar em festas e boates, tocando bossa nova e rock and roll. É conhecido como Babulina, por conta da pronúncia do rockabilly Bop-A-Lena de Ronnie Self (apelido que Tim Maia tinha pelo mesmo motivo).[3]
Seu ritmo híbrido lhe trouxe alguns problemas no início, quando a música brasileira estava dividida entre a Jovem Guarda e o samba tradicional, de letras engajadas. Ao passar a ter interesse pela música, o artista vivenciou uma época na qual a bossa nova predominava no mundo. A exemplo da maioria dos músicos de então, ele foi inicialmente influenciado por João Gilberto, mas desde o início foi bastante inovador.

O início com o sucesso de "Mas que Nada"


Jorge Ben Jor no Live Earth 2007.
No início da anos 60 apresentou-se no Beco das Garrafas, que se tornou um dos redutos da bossa nova. Em 1963, ele subiu no palco e cantou "Mas que Nada" - que já tinha gravado como vocalista do conjunto do organista Zé Maria - para uma pequena plateia, que incluía um executivo da gravadora Philips. Dois meses depois, era lançado o primeiro compacto de Jorge Ben, que inclui ainda "Por Causa de Você Menina". No mesmo ano lançou o primeiro LP, Samba Esquema Novo, acompanhado pelo conjunto de samba jazz Meirelles e os Copa Cinco.[5] Nessa época Jorge Ben Tornou-se unanime entre os críticos musicais da época, pois vinha com uma batida nova, o chamado Samba-Rock, que agradava ao mesmo tempo grupos extremos como a Bossa Nova e a Jovem Guarda. "Mas que Nada" foi seu primeiro grande sucesso no Brasil e também é uma das canções em língua portuguesa mais executadas nos Estados Unidos até hoje, na versão do pianista brasileiro Sérgio Mendes com o grupo de hip hop norte-americano Black Eyed Peas. E também foi uma das poucas a obterem êxito neste país (como "Garota de Ipanema"), tendo ainda sido regravada por artistas como Ella Fitzgerald, Dizzy Gillespie, Al Jarreau, Herb Alpert, José Feliciano e Trini Lopez. Outras composições como "Zazueira" e "Nena Naná" fizeram relativo sucesso no país.

Era de Festivais e fase esotérica-experimental

Em 1968, Jorge Ben quando foi convidado para o programa Divino, Maravilhoso que Caetano Veloso e Gilberto Gil faziam na Tupi. Ele também participou d"O Fino da Bossa" (comandado por Elis Regina) e da Jovem Guarda (de Roberto Carlos). Nesta época, Jorge Ben obteve enorme sucesso com "Cadê Tereza?", "País Tropical", "Que Pena" e "Que Maravilha", além de concorrer com "Charles, Anjo 45" no festival Internacional da Canção, da TV Globo, em 1969.
Na década de 1970, venceria este festival com "Fio Maravilha", interpretado por Maria Alcina. "País Tropical" também teve êxito, na voz de Wilson Simonal. Ainda nos anos 70, Jorge Ben lançou álbuns mais esotéricos e experimentais, como A Tábua de Esmeralda (1974), Solta o Pavão (1975) e África Brasil (1976). Embora não obtivessem sucesso comercial, estes álbuns são considerados clássicos da música brasileira.

Mudança de nome e fase pop

Na década seguinte, Jorge Ben dedicou-se a divulgar suas músicas no exterior. Em 1989, ele mudou o nome artístico de "Jorge Ben" para "Jorge Benjor", logo depois alterado para "Jorge Ben Jor". Na época, foi dito que a mudança teria sido provocada pela numerologia, mas o mais plausível é que tenha ocorrido para evitar confusões com o músico americano George Benson, Jorge Ben estava começando a se tornar muito conhecido nos Estados Unidos na época[6].
Nesta nova fase, sua música tornou-se mais pop, ainda que com estilo suingue. Sua música "W/Brasil (Chama o Síndico)", lançada em 1990, estourou nas pistas de dança em 1991 e 1992, tornando-se uma verdadeira febre na época. A canção é também uma homenagem ao cantor Tim Maia. Além disso, foi realizada devido a um pedido pessoal de Washington Olivetto, proprietário da W/Brasil, que o pediu para criar uma música sobre a agência.
Em 2004, Jorge Ben Jor lançou Reactivus Amor Est (Turba Philosophorum), primeiro álbum com canções inéditas desde 1995. Ainda na ativa, seus shows costumam durar cerca de três horas, para plateias formadas principalmente por jovens.
Fez uma participação especial no DVD 1000 Trutas, 1000 Tretas, do grupo de rap Racionais MC's, onde cantou a música "Abenção Mamãe, Abenção Papai".


Discografia:

Álbuns de estúdio

Álbuns ao vivo




Walmir Borges: Enfim sala da musica !!!


Walmir Borges lança o 1º. CD Solo da Carreira
O registro ao vivo "Sala da Música" conta com as participações especiais
de Rappin Hood, Wilson Simoninha, Max de Castro e Marcio Bradock

Walmir Borges é há tempos conhecido por músicos nacionais e internacionais, seja como cantor, compositor, produtor e diretor musical, multi-instrumentista, arranjador, entre tantos outros títulos que a música pode trazer, já tendo tocado com nomes, como: Seu Jorge, Jorge Ben Jor, Philip Bailey, do Earth, Wind & Fire (dois shows no Brasil e gravação de bossa-nova ainda inédita), Marti`nália, Paula Lima, Guilherme Arantes, ExaltaSamba, Fernanda Porto, entre muitos outros.
Portanto, é com muita propriedade que lança seu 1º. álbum solo, o ao vivo "Sala Da Música", gravado recentemente no Estúdio NaCena, em São Paulo, com as participações especiais de Rappin Hood, Márcio Bradock, Max de Castro e Wilson Simoninha.
Embora grande parte das músicas tenha sido feita um mês antes do registro ao vivo. "Foi à pressão pela data da gravação", brinca Walmir. Tal tarefa em nenhum momento foi tratada em tom de obrigação. Os bons compositores sabem que as idéias estão por aí e somente é necessário captá-las. "As músicas do CD foram um presente, elas simplesmente fluíram, estavam em algum lugar e caíram no meu colo", explica sobre o seu processo criativo.
Ainda falando no pouco tempo para a maioria das composições não se pode deixar transparecer a idéia de que as músicas estão lá a esmo, cada arranjo, cada letra, está onde exatamente deveria estar, onde o Walmir queria que estivesse. O disco é composto por fases, tem a fase política em canções como "Favelas do Brasil", "Corre Atrás" e "Deixa Cair", tem a fase romântica "Eu, Você e Mais Ninguém", "Morada do Sol" e "Cadê Você Nega?", há até uma homenagem ao filho Lucas em "Trate de Ser Feliz", que acompanhou tudo de dentro da barriga da mamãe.
Algumas pérolas da música nacional também integram o repertório como "Circo Marimbondo", de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, e "Zazueira", de Jorge Ben Jor. Algumas das canções estavam na gaveta esperando a oportunidade certa, a carro-chefe "Joia Rara" é de 2004, "Infinito" de 2007, "Totalmente Diferente" foi criada em parceria com Mattoli, do Clube do Balanço, também em 2007.
Walmir esperou tanto por um trabalho solo que para que tudo ficasse como queria procurou acompanhar e comandar tudo de perto, até mesmo as questões técnicas. A masterização, por exemplo, foi feita no Sterling Sound Studios (NY), com Tom Quaine. "Queria uma sonoridade, mais pesada, mais grave e o escolhi devido a alguns trabalhos que já conhecia como o da Erica Badu, por exemplo." Já a mixagem foi feita no Brasil por Luis Paulo Serafim, pois Walmir não queria que o som daquela noite fosse alterado e Serafim tem respeito a isso. "Ele interpreta cada música e faz uma a uma, veste todas com a melhor roupa."
A captação do som ficou por conta do americano George Pets, especialista em mesa de dois canais o que possibilitou unir todo o som da banda para que o show ocorrido naquela noite fosse eternizado.


VEJA UMA PALINHA DO QUE TEM EM SEU  CD !!! MUIIITO LOUCO !!!